Ex-presidente da OAB comemora prisão de Bolsonaro e defende ‘bala na nuca’

Ex-presidente da OAB comemora prisão de Bolsonaro e defende ‘bala na nuca’

Ex-presidente da OAB comemora prisão domiciliar de Bolsonaro e faz declarações polêmicas

Felipe Santa Cruz, ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), utilizou suas redes sociais nesta terça-feira (5) para celebrar a decisão que colocou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em prisão domiciliar. A medida foi decretada na noite de segunda-feira (4) pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, após o descumprimento de medidas cautelares.

"Hoje é um dia de festa!", escreveu Santa Cruz na plataforma X (antigo Twitter), pela manhã.

A publicação gerou reações de internautas, e ao ser questionado sobre os crimes atribuídos a Bolsonaro, o advogado afirmou que houve “traição aos cânones democráticos” e, em tom extremo, declarou que, num cenário ideal, a punição seria uma "bala na nuca".

Além disso, Santa Cruz respondeu a vários usuários da plataforma utilizando linguagem agressiva, com palavrões e insultos. Ele foi presidente da OAB nacional entre 2019 e 2022 e, antes disso, comandou a seccional da OAB no Rio de Janeiro entre 2013 e 2015.

Prisão domiciliar de Bolsonaro

A ordem de prisão domiciliar contra Jair Bolsonaro foi emitida após ele ter, segundo Moraes, violado restrições impostas durante a investigação de tentativa de golpe de Estado. Desde junho, o ex-presidente está proibido de usar redes sociais ou se manifestar por meio de terceiros, como parte de medidas cautelares aplicadas após operação da Polícia Federal. Bônus de 100% no primeiro depósito via PIX Bônus 125% até R$500 + 250 giros grátis

Na ocasião, Alexandre de Moraes considerou que Bolsonaro tentou enfraquecer a soberania nacional ao incentivar o governo dos Estados Unidos a aplicar sanções econômicas contra o Brasil.

Apesar da proibição, Moraes apontou que Bolsonaro apareceu em registros publicados por apoiadores no último domingo (3), durante manifestações em sua defesa. As imagens mostram o ex-presidente acompanhando os atos, o que, segundo o ministro, configura violação das restrições impostas pela Justiça.

“Ignorando e desrespeitando o Supremo Tribunal Federal, o réu reiterou sua conduta delitiva”, escreveu Moraes. Ele citou ainda ligações de vídeo, áudios, e ampla divulgação de imagens com o objetivo de obstruir as investigações, configurando crimes como coação no curso do processo e obstrução da Justiça.

O ministro também mencionou uma publicação feita por Flávio Bolsonaro (PL-RJ), senador e filho do ex-presidente, que compartilhava uma fala do pai antes dos atos no Rio de Janeiro. A postagem foi posteriormente deletada, com a justificativa de “insegurança jurídica”.