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Ex-presidente da OAB comemora prisão de Bolsonaro e defende ‘bala na nuca’

2025-08-05

Categoria: Política

Ex-presidente da OAB comemora prisão de Bolsonaro e defende ‘bala na nuca’

Ex-presidente da OAB comemora prisão domiciliar de Bolsonaro e faz declarações polêmicas

Felipe Santa Cruz, ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), utilizou suas redes sociais nesta terça-feira (5) para celebrar a decisão que colocou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em prisão domiciliar. A medida foi decretada na noite de segunda-feira (4) pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, após o descumprimento de medidas cautelares.

"Hoje é um dia de festa!", escreveu Santa Cruz na plataforma X (antigo Twitter), pela manhã.

A publicação gerou reações de internautas, e ao ser questionado sobre os crimes atribuídos a Bolsonaro, o advogado afirmou que houve “traição aos cânones democráticos” e, em tom extremo, declarou que, num cenário ideal, a punição seria uma "bala na nuca".

Além disso, Santa Cruz respondeu a vários usuários da plataforma utilizando linguagem agressiva, com palavrões e insultos. Ele foi presidente da OAB nacional entre 2019 e 2022 e, antes disso, comandou a seccional da OAB no Rio de Janeiro entre 2013 e 2015.

Prisão domiciliar de Bolsonaro

A ordem de prisão domiciliar contra Jair Bolsonaro foi emitida após ele ter, segundo Moraes, violado restrições impostas durante a investigação de tentativa de golpe de Estado. Desde junho, o ex-presidente está proibido de usar redes sociais ou se manifestar por meio de terceiros, como parte de medidas cautelares aplicadas após operação da Polícia Federal.

Na ocasião, Alexandre de Moraes considerou que Bolsonaro tentou enfraquecer a soberania nacional ao incentivar o governo dos Estados Unidos a aplicar sanções econômicas contra o Brasil.

Apesar da proibição, Moraes apontou que Bolsonaro apareceu em registros publicados por apoiadores no último domingo (3), durante manifestações em sua defesa. As imagens mostram o ex-presidente acompanhando os atos, o que, segundo o ministro, configura violação das restrições impostas pela Justiça.

“Ignorando e desrespeitando o Supremo Tribunal Federal, o réu reiterou sua conduta delitiva”, escreveu Moraes. Ele citou ainda ligações de vídeo, áudios, e ampla divulgação de imagens com o objetivo de obstruir as investigações, configurando crimes como coação no curso do processo e obstrução da Justiça.

O ministro também mencionou uma publicação feita por Flávio Bolsonaro (PL-RJ), senador e filho do ex-presidente, que compartilhava uma fala do pai antes dos atos no Rio de Janeiro. A postagem foi posteriormente deletada, com a justificativa de “insegurança jurídica”.